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Inovação aberta: o que é? Como desenvolver?

A inovação aberta (Open Innovation, no inglês original) é um modelo de gestão que foi concebido primeiro nos anos 2000, mas ganhou grande notoriedade hoje em dia. 

Em síntese, esse tipo de inovação busca coletar o máximo de opiniões, sugestões, experiências e dados possíveis com um objetivo em comum: aplicar melhorias em uma empresa. 

Essas sugestões vêm principalmente de fontes externas aos grandes cargos da empresa. Então, a ideia é ouvir de quem está em contato direto com o produto ou processo, como: Colaboradores, clientes, fornecedores e mesmo os concorrentes. Assim, os tomadores de decisão podem manter uma mente mais aberta e entender como o mercado se comporta. 

Ainda há muitas perguntas a serem respondidas sobre a inovação aberta. Acompanhe conosco esse conteúdo e saiba mais sobre!

O que é inovação aberta?

Inovação aberta é um modelo de gestão empresarial voltado para a inovação que promove a colaboração com pessoas e organizações externas à empresa.

Ou seja, a inovação aberta propõe uma verdadeira ruptura cultural corporativa, buscando livrar-se da “mentalidade de silo” das empresas.

De forma mais emblemática, isso significa acabar com o sigilo tradicionalmente associado à cultura corporativa.

Henry Chesbrough, líder estrategista e autor que cunhou o termo “open innovation”, diz que a inovação aberta leva em conta um fato: nenhuma inovação acontece de forma independente.

Conceitualmente, é uma abordagem mais distribuída, participativa e descentralizada da inovação, baseada no fato de que o conhecimento útil hoje está amplamente distribuído e nenhuma empresa, por mais capaz ou grande que seja, poderia inovar de forma eficaz por conta própria.”

Ou seja, é um modelo que se torna viável no momento em que a empresa reconhece que existem profissionais e mesmo equipes com maior conhecimento fora de sua própria estrutura.

Usando esse modelo de gestão, a empresa pode comercializar ideias. É uma forma colaborativa de aplicar melhorias no produto e no ecossistema da empresa. Assim, os processos ficam menos burocráticos e mais amigáveis. 

Além disso, a empresa fica mais antenada. Com isso, novas tecnologias e ferramentas surgem para aumentar a competitividade e a qualidade do que será entregue. 

 Qualquer empresa pode usar a inovação aberta e o  conceito tem se popularizado tanto ultimamente que essa pode ser a virada de chave que faltava para o negócio. 

Quais os princípios da inovação aberta?

Para entender a inovação aberta, vamos falar um pouco dos princípios que definem essa abordagem na gestão de negócios. É quase como um passo a passo, que deve ser levado em consideração:

  • Integração interna e externa: uma frase muito clichê acaba fazendo sentido aqui: “para  fazer inovação aberta a empresa precisa pensar fora da caixa”. Isso significa buscar respostas, provocações e sugestões dentro e fora do negócio, integrar os setores com os fornecedores e clientes, consumir  conteúdo de valor, e por aí vai. 
  • Explorar cada ideia ao máximo: ao invés de tentar descobrir soluções inéditas todos os dias, vale mais a pena usar o que a empresa já tem e aproveitar até a última gota. Não deixe o modelo de negócio da empresa de lado. Mantenha-se coerente. 
  • Aproveitar a Propriedade Intelectual (PI): a PI que não estiver sendo usada pela empresa e que tenha surgido internamente, pode ser comercializada. Isso tem a ver com o ponto anterior. Não é preciso pensar em inovações todos os dias se as ideias que surgiram ontem ainda não foram aproveitadas ao máximo.
  • Focar em todas as equipes e cantos da empresa: a inovação aberta não pode servir apenas para um time. Toda a empresa tem que se beneficiar com isso. Afinal, o gestor não sabe onde o potencial está escondido. Por isso, é importante criar uma estratégia de inovação que faça sentido para o ecossistema da empresa.
  • Observar o mercado externo como um todo: Tudo é uma oportunidade. Então, vale a pena participar do máximo possível de palestras, encontros, cursos, workshops, mentorias e outras formas de consumir conteúdo inovador sobre o nicho da empresa. É assim que as ideias surgem. É importante levar os colaboradores para esses encontros também. Afinal, são eles que vão colocar o que viram em prática depois.

Como fazer inovação aberta em uma empresa?

Antes de tudo, a empresa precisa entender o que é a inovação aberta. E entender que é preciso, como o nome sugere, dar uma abertura para que outras pessoas e instituições olhem para dentro do negócio. 

Isso porque os avanços e novidades chegam com tanta frequência que é praticamente impossível lidar com tudo sem ajuda. Então, a ideia é aproveitar essa conectividade para potencializar a transformação do negócio e se beneficiar de  reduções de custos e de riscos nos processos.

Para adotar  a  inovação aberta em uma empresa, existem algumas possibilidades. Ela pode ser aplicada por gestores e até mesmo diretores. Tudo depende da dinâmica da empresa. 

Para começar, um bom caminho pode ser  misturar equipes de setores diferentes, traçar um objetivo e permitir que troquem ideias. De nada adianta juntar os colaboradores sem um roteiro. 

Um exemplo de objetivo pode ser sugerir mudanças no carro-chefe da empresa. Quando o time responsável pelo produto está preso nas ideias, vale a pena tentar métodos diferentes. Então, o gestor chama o time comercial, que está em contato com o cliente diariamente, para relatar quais são as principais reclamações, dúvidas e elogios. 

Para que a troca de ideias seja efetiva, é importante escolher equipes que se complementam. De nada adianta buscar ideias com quem está tão perdido quanto quem precisa das sugestões.

A partir daí, a empresa pode partir para outros passos mais complexos dentro da inovação aberta. 

Nichos que podem aproveitar a gestão de inovação

Na verdade, qualquer empresa pode usar a gestão de inovação ao próprio favor. Basta saber aplicar as dinâmicas e analisar os resultados. E, é claro, implementar as mudanças sugeridas, quando fizerem sentido. 

O setor industrial é um ótimo exemplo de nicho que pode aproveitar a inovação aberta através de pesquisas, parcerias, experimentos, etc. Mas isso pode ser igualmente aplicado em startups, prestadoras de serviço, e por aí vai. 

Agora, quando se fala dos setores dentro da empresa, é interessante observar como eles se comportam dentro dessa dinâmica. Para isso, antes de começar, o gestor precisa passar algum tempo analisando a relação entre os setores, quais estão mais interligados, quais podem ajudar uns aos outros e quais precisam de mais auxílio. 

Depois disso, vale a pena entender quais métodos de inovação vão trazer mais resultados. Continue lendo para conferir alguns exemplos.

Exemplos de gestão de inovação

Fica mais fácil compreender os efeitos da gestão de inovação quando temos exemplos práticos. Afinal, esse não é um conceito novo. Diversas empresas já aplicam esse modelo de gestão e alcançaram resultados positivos. 

Criar programas de inovação: Para empresas maiores e que já estão consolidadas no mercado, uma boa ideia é criar programas com o objetivo específico de gerar inovação. E isso é uma via de mão dupla, já que não beneficia somente o negócio, mas também os participantes do programa. Um bom exemplo disso é a Natura, que criou o Programa Natura Startups. Com ele, nascem novas startups e negócios com o apoio da rede de cosméticos. Assim, no futuro, novas parcerias de sucesso vão surgindo.

Fazer parcerias com startups e outras empresas: Outra solução parecida é firmar parcerias diretamente com outras empresas e startups. Investir também é uma boa escolha. Assim, o negócio une forças com quem está mais antenado nas tendências do mercado e aumenta a relevância. 

Concursos e prêmios: Uma forma mais divertida e descontraída de atrair ideias para inovar dentro da empresa é através de concursos. É importante definir um objetivo claro e contar com uma equipe para montar todas as etapas. E, é claro, uma recompensa atrativa. A Netflix criou um prêmio para receber sugestões de algoritmos para a plataforma. Depois de milhares de inscrições, conseguiu aplicar melhorias na navegação do usuário.

Quais as vantagens da inovação aberta?

  • Aumento da competitividade: Como a empresa vai estar mais atenta às tendências do mercado, a competitividade aumenta. Então, vale a pena ficar atento aos comportamentos dos concorrentes a partir do momento em que as inovações forem aplicadas. 
  • Redução de custos e riscos: A empresa não precisará gastar tanto com pesquisas, desenvolver novos projetos sem perspectiva, e vai economizar no geral. Além disso, com a inovação aberta, a empresa não toma tantos riscos. Já que tudo será baseado em conhecimentos empíricos de quem está inserido no mercado.
  • Mais eficiência no produto: Como resultado final, o produto que foi alvo da inovação estará mais competitivo para o mercado. É importante analisar a aceitação do público e comparar com períodos anteriores.
  • Networking para a empresa: Depois de firmar parcerias, participar de eventos e fazer pesquisas, a empresa terá mais contatos disponíveis. Assim, se torna mais relevante e inserida no contexto do segmento em que trabalha.

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